
DUAS BOLAS, POR FAVOR - Por Danuza Leão
Não ha nada que me deixe mais frustrada do que pedir sorvete de sobremesa, contar o minutos até ele chegar e aí vem o garçom colocar na minha frente uma bolinha minúscula do meu sorvete preferido.
Uma só.
Quanto mais sofisticado o restaurante, menor a proção da sobremesa.
Aí a vontade que dá é de passar numa loja de conveniência, comprar um litro de sorvete bem cremoso, e saborear em casa com direito a repetir quantas vezes a gente quiser, sem pénsar em calorias, boas maneiras ou moderação.
O sorvete é só um exemplo do que tem sido nosso cotidiano.
A vida anda cheia de meias porções, de prazeres meia-boca, de aventuras pela metade.
A gente sai pra jantar, mais come pouco.
Vai a festas de casamento, mais resiste aos bombons.
Conquista a chamada liberdade sexual, mais tem que fingir que é difícil.
Adora um banho demorado, mais se contém, pra não desperdiçar os recursos do planeta.
Tem vontade de ficar em casa vendo um Dvd, esparramada no sofá, mas se obriga a ir malhar.
E por aí vai...
Tantos deveres, tanta preocupação em 'acertar', tanto emprenho em passar na vida sem pegar recuperação...
Aí a vida vai ficando sem tempero, politicamente correta e existencialmente sem-graça, enquanto a gente vai ficando melancolicamente sen tesão...
Ás vezes da vontade de fazer tudo "errado".
Deixar de lado a régua, o compasso, a bússola, a balança os 10 mandamentos.
Ser ridícula, inadequada, icoerente e não estar nem aí pro que dizem e o que pensam a nosso respeito.
Recusar prazeres incompletos e meias porções.
Nós, que não aspiramos a santidade e estamos aqui de passagem, podemos (devemos?) desejar várias bolas de sorvete, bombons e muitos sabores, vários beijos bem dados, a água batendo sem pressa no corpo, o coração saciado.
Um dia a gente cria juízo.
Um dia...
Não tem que ser agora...
Por isso, garçom, por favor, me traga: cinco bolas de sorvete...
Depois a gente vê, o que faz pra consertar o estrago...
Não ha nada que me deixe mais frustrada do que pedir sorvete de sobremesa, contar o minutos até ele chegar e aí vem o garçom colocar na minha frente uma bolinha minúscula do meu sorvete preferido.
Uma só.
Quanto mais sofisticado o restaurante, menor a proção da sobremesa.
Aí a vontade que dá é de passar numa loja de conveniência, comprar um litro de sorvete bem cremoso, e saborear em casa com direito a repetir quantas vezes a gente quiser, sem pénsar em calorias, boas maneiras ou moderação.
O sorvete é só um exemplo do que tem sido nosso cotidiano.
A vida anda cheia de meias porções, de prazeres meia-boca, de aventuras pela metade.
A gente sai pra jantar, mais come pouco.
Vai a festas de casamento, mais resiste aos bombons.
Conquista a chamada liberdade sexual, mais tem que fingir que é difícil.
Adora um banho demorado, mais se contém, pra não desperdiçar os recursos do planeta.
Tem vontade de ficar em casa vendo um Dvd, esparramada no sofá, mas se obriga a ir malhar.
E por aí vai...
Tantos deveres, tanta preocupação em 'acertar', tanto emprenho em passar na vida sem pegar recuperação...
Aí a vida vai ficando sem tempero, politicamente correta e existencialmente sem-graça, enquanto a gente vai ficando melancolicamente sen tesão...
Ás vezes da vontade de fazer tudo "errado".
Deixar de lado a régua, o compasso, a bússola, a balança os 10 mandamentos.
Ser ridícula, inadequada, icoerente e não estar nem aí pro que dizem e o que pensam a nosso respeito.
Recusar prazeres incompletos e meias porções.
Nós, que não aspiramos a santidade e estamos aqui de passagem, podemos (devemos?) desejar várias bolas de sorvete, bombons e muitos sabores, vários beijos bem dados, a água batendo sem pressa no corpo, o coração saciado.
Um dia a gente cria juízo.
Um dia...
Não tem que ser agora...
Por isso, garçom, por favor, me traga: cinco bolas de sorvete...
Depois a gente vê, o que faz pra consertar o estrago...
Nenhum comentário:
Postar um comentário